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domingo, 17 de maio de 2015

3° ano atividades 1 e 2



Atividade 1

Filosofando página 216: leitura do texto “O que é esclarecimento”, de Immanuel Kant e resposta das questões 1, 2, 3 e 4.
Elabore o vocabulário do texto com, no mínimo, 10 palavras desconhecidas ou termos filosóficos importantes.


Atividade 2


Leitura do Capítulo 11 do livro Filosofando, apenas as páginas 133 a 145, 147 e 148. Responder aos exercícios da página 152, de 1 a 6 e de 8 a 11.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os ratos dão razão a Kant

por Fernando Reinach

Você sabe exatamente onde está, provavelmente sentado lendo jornal. Uma das funções importantes do nosso cérebro é coletar as informações originadas nos órgãos dos sentidos, como visão e tato, processar esta informação, e nos manter informados sobre nossa localização.

Apesar do sistema de localização utilizado pelo cérebro ser muito estudado, havia uma polêmica entre os cientistas. Alguns acreditavam que este sistema era resultado do aprendizado, sendo desenvolvido durante a infância. Isto sugeria que o cérebro de um recém-nascido se assemelha a uma página em branco preenchida ao longo do desenvolvimento, uma idéia associada ao pensamento de John Locke. Outros acreditavam que já nascemos com um cérebro capaz de determinar nossa localização no espaço, uma idéia associada a Kant que acreditava que a noção de espaço e tempo é uma pré-condição para o aprendizado.

A novidade é que estudos com ratos recém nascidos demonstram que ao abrirem os olhos eles já possuem o aparato cerebral capaz de localizá-los no espaço.

Dificilmente encontrarmos um rato em uma cadeira lendo jornal, mas foi no cérebro deste animal que o sistema de localização foi mais estudado. O rato utiliza a informação espacial para se orientar quando procura alimentos, parceiros sexuais ou quando volta para o ninho.

Fazem muitos anos que se descobriu que existem diversos tipos de neurônios envolvidos no processamento de informações espaciais. Estes neurônios foram descobertos quando cientistas implantaram minúsculos eletrodos no cérebro de ratos. Estes eletrodos são capazes de detectar a atividade de cada neurônio e enviar esta informação a um computados. Quando os ratos monitorados eram soltos em suas gaiolas e a atividade dos neurônios monitorada, os cientistas descobriram que existem diversas classes de neurônios. Uma das classes, chamada de neurônios “localizadores”, dispara sinais elétricos quando o rato passa em um determinado local da gaiola. Para cada local da gaiola foi possível detectar vários destes neurônios. Existem neurônios para o canto esquerdo, o canto direito e assim por diante. Toda vez que o rato passa por este local, independente de onde ele vinha ou para onde ia, estes neurônios disparam. Um segundo tipo de neurônio, chamado de “direcional”, dispara sempre que o rato esta orientado em uma direção. Assim, por exemplo, um neurônio “direcional norte” dispara sempre que o corpo do rato esta orientado em direção ao norte independente de onde ele está na gaiola. Um neurônio “direcional sul” dispara quando o nariz do rato esta apontado para o sul e assim por diante.

Neste novo experimento os cientistas, usando técnicas de micro cirurgia, foram capazes de implantar os eletrodos em dezenas ratos recém nascidos que nunca haviam saído do ninho, ou sequer aberto os olhos. Os ratos foram colocados de volta no ninho e, dias depois, assim que saíram pela primeira vez para passear pela gaiola, seus neurônios já estavam sendo monitorados. A descoberta é que nestes ratos foi possível detectar a existência de

neurônios “localizadores” e neurônios “direcionais” com características idênticas aos existentes nos ratos adultos.

O fato destes neurônios existirem antes de haver qualquer aprendizado sobre o ambiente sugere que os ratos já nascem com a capacidade de se localizar e portanto ela deve estar codificada diretamente no seu genoma não dependendo do aprendizado. É mais uma demonstração que nascemos com o cérebro parcialmente pré-configurado. Se Kant estivesse vivo provavelmente ficaria feliz com esta descoberta.

Mais informações: Development of the spacial representation system in the rat. Science vol. 328 pag 1576 2010

Artigo publicado no jornal Estado de São Paulo em 15/07/2010

35 perguntas sobre o criticismo kantiano


dica: clique sobre as páginas para ampliar o texto.

Perguntas relativas ao texto "O Criticismo Kantiano".

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O criticismo kantiano

Immanuel Kant (1724-1804) nasceu na Alemanha. Kant questiona na sua obra “Crítica da razão pura” se é possível uma "razão pura" independente da experiência. Daí seu método ser conhecido como criticismo.

Diante da questão “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos e o que é conhecimento?”, Kant coloca a razão num tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não tem fundamento. Condena os empiristas (tudo que conhecemos vem dos sentidos) e, da mesma forma, não concorda com os racionalistas (é errado julgar que tudo quanto pensamos vem de nós): o conhecimento deve constar de juízos universais, da mesma maneira que deriva da experiência sensível.

Para superar essa contradição, Kant explica que o conhecimento é constituído de matéria e forma. A matéria dos nossos conhecimentos são as próprias coisas, e a forma somos nós mesmos. Exemplificando: para conhecer as coisas, precisamos ter delas uma experiência sensível; mas essa experiência não será nada se não for organizada por formas da nossa sensibilidade, as quais são a priori, ou seja, anteriores a qualquer experiência (e condição da própria experiência). Assim, para conhecer as coisas, temos de organizá-las a partir da forma a priori do tempo e do espaço. Para Kant, o tempo e o espaço não existem como realidade externa, são antes formas que o sujeito põe nas coisas.

Outro exemplo: quando observamos a natureza e afirmamos que uma coisa "é isto", ou "tal coisa é causa de outra", ou "isto existe", temos, de um lado, coisas que percebemos pelos sentidos, mas, de outro, algo escapa aos sentidos, isto é, as categorias de substância, de causalidade, de existência (entre outras). Essas categorias não são dadas pela experiência, mas são postas pelo próprio sujeito conhecedor.

Portanto, “o nosso conhecimento experimental é um composto do que recebemos por impressões e do que a nossa própria faculdade de conhecer de si mesma tira por ocasião de tais impressões”.

Kant também conclui que não é possível conhecer as coisas tais como são em si, ou seja, o noumenon (a coisa-em-si) é inacessível ao conhecimento, apenas podemos conhecer os fenômenos (o que aparece). A inovação de Kant consiste em afirmar que a realidade não é um dado exterior ao qual o intelecto deve se conformar, mas, ao contrário, o mundo dos fenômenos só existe na medida em que "aparece" para nós e, portanto, de certa forma participamos da sua construção.

Prosseguindo a análise da possibilidade do conhecimento, Kant se depara com dificuldades insolúveis ao questionar sobre as realidades da metafísica, tais como a existência de Deus, a imortalidade da alma, a liberdade, a infinitude do universo. Se você seguiu nosso raciocínio, lembrará que todo conhecimento, para Kant, é constituído pela forma a priori do espírito e pela matéria fornecida pela experiência sensível. Ora, os seres da metafísica não podem preencher essa segunda exigência: não temos experiência sensível de Deus, por exemplo. Portanto, o conhecimento metafísico é impossível, e devemos nos abster de afirmar ou negar qualquer coisa a respeito dessas realidades. Assim, a razão é incapaz de afirmar ou negar a existência de Deus. (O agnosticismo pensado por Kant não se confunde com o ateísmo, pelo qual afirmamos a inexistência de Deus.)

Entretanto, em outra obra, “Crítica da razao pratica”, Kant tenta recuperar as realidades da metafísica que destruíra no processo anterior. Pela análise da moralidade, Kant deduz a liberdade humana, a imortalidade da alma e a existência de Deus.

Tal como Copérnico dissera que não é o Sol que gira em torno da Terra, mas é esta que gira em torno daquele, também Kant afirma que o conhecimento não é o reflexo do objeto exterior: é o próprio sujeito que constrói o objeto do seu saber. Nesse sentido, dizemos que Kant realizou uma “revolução copernicana” na teoria do conhecimento.

Adaptado de “Filosofando”, Aranha e Pires, p.175-179, 1991.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

De Descartes a Hegel

Slides apresentados em aula.

Descartes a Hegel